Som que pega na veia

Estava trabalhando num artigo sobre o grupo de punk rock MxPx para postar hoje aqui no blog, mas como estou em Paraty desde ontem e esqueci o texto no Rio, estou nesse momento escrevendo um novo, diretamente de um cybercafé local que custa somente R$ 3 por hora, sobre uma banda do underground que tem tudo para despontar no mainstream chamada NV. Estou sem o meu dicionário eletrônico e isso me deixa um pouco desanimado para continuar, uma vez que eu não confio nos dicionários gratuitos da internet, mas vamos em frente. Alguém conhece um bom, aliás, desses que se encontra no google? Por um momento me veio à cabeça o seguinte pensamento: “Existem trilhões de blogs hoje em dia na Internet e as pessoas que gostam de ler de verdade só pensam nos autores consagrados, muitos dos quais já estão mortos, os que lêem pouco estão nos best sellers, não que isso seja ruim, muito pelo contrário, estou mais para esse grupo de leitores inclusive, e há também os que não lêem nada, ou melhor, eles lêem e-mails de piada até cinco linhas e o caderno de esportes.” Mas enfim, acho que pensei nisso para mostrar como é difícil manter um blog que tenha um grande número de visitas semanais, como é o caso do Tribuneiros.com, do meu amigo Carlos Andreazza. Tudo bem que ele, Pim e Bruna são muito talentosos e disciplinados, mas ainda assim, pelos motivos descritos acima e por muito outros como trabalho em excesso, filhos e namoro, eu tiro o meu boné para eles. Eu tiro e guardo no armário porque não gosto de bonés.

Não gosto de escrever sobre artistas nacionais. Imagina se eu falo mal de um grupo aqui no blog e amanhã estou fazendo um show com este mesmo grupo? Também não vejo com bons olhos um monte de artigos falando bem de artistas nacionais, sobretudo de bandas do undergound, porque muitos grupos de conhecidos ou amigos, podem achar que eu não gosto do trabalho deles simplesmente por não terem recebido espaço no blog. Pode ser frescura minha, que seja.

Era uma segunda-feira de abril se não me engano. A boîte / restaurante Melt, ao lado da minha casa, abria suas portas para uma noite de rock onde cerca de 6 bandas iriam tocar 3 músicas cada uma, visando a participação no Mada em Natal, um dos maiores festivais do país. Não era a primeira vez que eu saia da minha casa para assistir eliminatórias de festivais como o Mada na própria Melt ou no Teatro Odisséia. E também não era a primeira vez que eu saia da minha casa para assistir bandas descartáveis. Bastaram no entanto trinta ou vinte segundos da primeira música que o NV tocava naquela noite para eu ficar boquiaberto (é assim que escreve?). O tipo de som que eles tocam não é o que costumo ouvir em casa, mas quando pega na veia, origem do nome abreviado do grupo, normalmente é gol. E foi gol. Golaço.

Estão me chamando aqui, eu preciso realmente ir almoçar e ainda tenho que rever e postar o texto no blog. Mas antes de encerrar esse texto, queria apenas dizer que eles conseguem mostrar que são excelentes músicos sem ser presepeiros, o que é muito difícil hoje em dia e que no myspace deles, http://www.myspace.com/nvdivulgacao, já dá pra ver que o grupo é muito bom, mas é ao vivo que o bicho pega. E vai ter show dos caras no Odisséia dia 9 de julho, final das seletivas para o Mada. Podem ir sem susto.

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