O dia em que conheci Nilmar, jogador do Inter

– Tenho aqui um convite para a cerimônia do Prêmio da CBF e outro para a festa, que acontece no MAM, logo após a entrega de prêmios. Você quer ir? – disse uma amiga minha no MSN.

– Sensacional! Que horas é? – eu disse.

– A entrega de prêmios é às 21 horas. A festa é logo em seguida, tipo 23 horas.

– Tenho um ensaio com a minha banda das 22 às 24 horas. Se eu fosse, chegaria só para a festa. Se bem que o meu carro vai estar cheio de tralha de ensaio (pratos, pedaleira, guitarra), então até chegar ao MAM depois de deixar tudo em casa, seria lá por volta de uma, uma e meia da manhã. E ainda teria que botar terno, né?

– Não tem como marcar o ensaio para outro dia?

– Pior que não tem. É o único dia e horário que os cinco integrantes podem.

– É…Talvez fique meio tarde mesmo, porque cai numa segunda-feira. Faz o seguinte, vou estar com o seu convite da festa, qualquer coisa me liga.

– É mesmo? Poxa, muito obrigado.

O ensaio não podia ter sido melhor. Fui pra casa muito animado e disposto a ir à festa, por mais que eu tivesse que acordar muito cedo no dia seguinte.

– Oi Fulana, tudo bem? Acabei de chegar em casa. Rola de ir pra festa?

– Com certeza Pilha! A festa está começando agora só, pode vir!

Como não podia ser diferente, abusei da caipirinha de tangerina – estava realmente estupenda. Conhecia poucas pessoas, mas conhecia muita gente de vista, a julgar pelo Washington, do Fluminense, Juan, do Flamengo, Caio Ribeiro, comentarista, Tcheco, do Grêmio, e tantos outros que no final das contas consomem um tempo assaz considerável da minha rotina de vida. Os empregados da festa, sobretudo os garçons, estavam em êxtase. Alguns até tiraram foto com os seus ídolos, o que não deve ter deixado o chefe deles muito contente.

Lá pelas tantas, encontro uma amiga que não via há pelo menos um ano. Conversa vai, conversa vem.

– Estou indo pra Pizzaria Guanabara agora. Quer ir?

– Pode ser – eu disse

– Tá indo também o Nilmar e um amigo dele.

– Tipo, o Nilmar Nilmar, o jogador?

– Esse mesmo.

– Entendi, vamos lá!

– Você tá de carro?

– Estou sim.

– Pode dar uma carona pra gente?

– É lógico.

Pouco tempo depois…

– Foi mal aí galera. Esqueci de tirar esses instrumentos do carro, tô achando que só vai caber eu e mais um.

Nilmar fez uma cara de “como assim? Que instrumentos são esses?” e foram os três pegar um táxi, me deixando sozinho no carro ao som de Little Joy, no volume 29.

Sentamos os quatro em uma mesa na varanda. Nilmar pegou o cardápio e disse que queria pedir uma pizza. Estava em dúvida em que tamanho pedir.

– Cara, faz o seguinte. Acho melhor você pedir fatia ao invés de média ou grande.

Ele seguiu o meu conselho e pediu uma fatia de Marguerita e uma Coca-Cola para acompanhar. Eu, o amigo dele e a minha amiga, pedimos um chopp.

– Esse cara é uma figura – disse o Nilmar, quando o amigo foi ao banheiro -, ficou tirando onda com o meu prêmio lá na festa, como se fosse dele.

– Ué, mas ele não é seu amigo? – eu disse.

– Não! Conheci hoje!

Realmente o cara era uma figura. Só ele praticamente falava na mesa, era o centro das atenções. Nilmar falava pouco, mas estava sempre rindo e se divertindo, sobretudo com os comentários deste ser, que eram ilustrados uma vez por minuto pelo impagável provérbio “você acha que eu fui pra escola pra comer merenda?”

Pelas declarações do Gustavo (nome fictício) cheguei à conclusão de que ele era um legítimo bicão de festa, visando sempre estar próximo das celebridades. Entre as suas histórias mais estapafúrdias, disse que tinha ficado com a Giovana Antonelli no Sushi Leblon e que chegou a jogar no Vasco da Gama, onde foi banco do Felipe, ex-Flamengo e ex-Vasco.

Disse a mim mesmo que ia ficar quieto, mas não resisti:

– Na boa cara, eu trocaria todos os atacantes do Flamengo por você. Com certeza a gente teria sido campeão brasileiro com você em campo.

– O Kleber Leite até me deu uma camisa do Flamengo escrito Nilmar, achei muito legal.

Ele disse que a sua família era do Paraná e que todos torcem para o São Paulo.

– Ué, então você é são paulino?

– Eu parei de torcer para o São Paulo quando cheguei no Inter, com 15 anos.

Não consigo me lembrar de mais nada que foi dito durante aquele encontro inesperado, mas sai com uma impressão muito boa do Nilmar. É um cara simples, bem-humorado, enfim, está longe de ser metido e arrogante, como muita gente famosa é.

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4 Respostas to “O dia em que conheci Nilmar, jogador do Inter”

  1. mitsu Says:

    HAHAHA, pqp!

    Que história genial!

    Nilmar parece uma gazela no campo, realmente joga fácil em qualquer time grande.Aliás, gazela não, que essa passada é do Léo Moura, diria que trota com um Leopardo.

  2. Leandro Ravaglia Says:

    E aí, pilha? Blz?

    Vi teu show ontem no Odisséia e curti muita coisa a música do Pedrão. Procurei pelo teu myspace e lá só encontrei a “versão acústica-faço-luau-na-praia-sim-e-dai?”

    Tu tem uma gravação dessa música com a banda?

    Abs, parabéns pelas músicas e pelo blog.

  3. Letícia Rubia Says:

    Nossa meu,eu queria ter conhecido o Nilmar,que inveja!!!!!!!!

  4. Laraa Stiival Says:

    Aiin como eu queriia tá junto com vcs! opsskpokpo’ Nilmaar é liindo demais 😀 ooooh lá em casaaa! hahah..

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